Coadministração e intervalos mínimos

Intervalos entre diferentes vacinas

Cada vacina possui dados específicos de administração concomitante, mencionados em bula, e os esquemas devem ser individualizados. Porém, a visita à sala de vacina deve ser otimizada para administrar o maior número possível de imunizantes, respeitando-se diferentes locais anatômicos para a aplicação de cada vacina e considerando-se o período de até 24 horas como o mesmo dia.

A regra geral para intervalos entre diferentes vacinas leva em consideração a natureza da vacina, sendo ela inativada ou viva atenuada.

O quadro abaixo mostra a regra geral:

Vacina Intervalo mínimo entre doses
≥ 2 inativadas Nenhum. Podem ser aplicadas simultaneamente ou com qualquer intervalo.
≥ 2 vivas atenuadas injetáveis* Podem ser aplicadas no mesmo dia ou com intervalo mínimo de quatro semanas entre as doses.
Atenuada + inativada Nenhum. Podem ser aplicadas simultaneamente ou com qualquer intervalo.

*A exceção para essa regra é a vacina febre amarela, que em crianças abaixo de 2 anos de idade deve-se respeitar um intervalo mínimo de 1 mês com as vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola), varicela e/ou tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Idades e intervalos mínimos entre doses subsequentes do mesmo esquema

Antes de administrar qualquer vacina, o profissional deve verificar todas as doses prévias e verificar também se elas foram administradas após a idade mínima e de acordo com os intervalos mínimos preconizados entre doses da mesma vacina. Essas verificações são importantes pois doses administradas abaixo da idade mínima ou com intervalos menores do que os mínimos necessários podem gerar respostas imunes inferiores. Porém, quando a dose é aplicada pouco antes da data prevista é pouco provável que gere algum efeito negativo na resposta da vacina. Essa antecedência considerada como “aceitável”, conhecida como Grace period (período de carência) é de no máximo 4 dias antes da data prevista para a vacinação (seja pelo intervalo mínimo ou da idade mínima considerados válidos).

Já vacinações atrasadas devem continuar o esquema de onde foram interrompidas, considerando as doses prévias e sem a necessidade de repetir as doses ou reiniciar um novo esquema vacinal, independente do atraso. Apesar de as doses em atraso serem consideradas válidas, é importante destacar que o indivíduo só é considerado protegido após o término do esquema completo de vacinação, incluindo os reforços.

Fontes:

CDC: https://www.cdc.gov/vaccines/hcp/acip-recs/general-recs/timing.html, https://www.cdc.gov/vaccines/schedules/hcp/imz/catchup.html
Revista SBIm: https://sbim.org.br/images/revistas/revista-imuniz-sbim-v8-n1-2015.pdf